Hora de partir, de ir embora...
Mais uma vez.
As coisas não estavam tão bem assim. Como a música da banda Volantes: “Estou abrindo mão, por tanto tempo eu quis, mas não sei porque razão não foi tão bom quanto se diz...”
E agora é olhar pra frente.
É juntar os cacos e recomeçar.
Outra cidade, outro jeito de ver as coisas. Algo se perdeu numa curva dessa estrada, muito se perdeu.
Mas cansei se tentar ser legal. De tentar não deixar o tempo me tirar as coisas. Mas ele sempre acaba levando. Leva amigos, amores, emprego, faculdades... E eu sempre fico. Sozinha.
Agora é esperar e ver o que acontece. Estou numa situação não muito agradável. Inacreditavelmente EU estou sobre o muro. Família de um lado, tentar me virar sozinha de outro.
Meu telefone não toca mais.
Meu coração ta apertadinho...
Mas é assim, sempre foi.
Um tempo em silêncio no escuro me fez perceber que nada muda, só as luzes não se fazem presentes.
Talvez isso funcione pra tudo.
Um tempo sozinha me faça perceber que nada muda, eu já estive acompanhada. Acompanhada de outro alguém também sozinho.
O pior é perceber que há rastros de maldade, negligência, infantilidade e incompreensão.
Um lado sempre sofre mais. E esse lado é sempre o meu.
Quando as coisas começam a tomar ares de despedida acredite, ou você vai morrer ou tudo está terminando.
Eu não morri, não ainda. Só que literalmente a estrada de rompeu e com ela a ligação.
Às vezes é difícil acreditar. Justo o momento que tudo estava se encaminhando eu vejo uma placa “End Line”.
Me caiu os butiá do bolso...
Agora eu vou juntar os butiá e seguir caminho.
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